Elas são famosas, importantes, bem sucedidas e reconhecidas pelo seu trabalho. No entanto várias celebridades, como Gwyneth Paltrow e Ana Furtado, tiveram a chamada depressão pós-parto. Trata-se de uma doença mais comum do que se imagina. É importante que se procure um médico psiquiatra o quanto antes para iniciar o tratamento. Hoje, vamos saber mais sobre esse mal, suas causas e sintomas.

Embora comum, (segundo estatísticas americanas, a doença acomete cerca de 10% a 15% das mulheres que têm filhos), o diagnóstico da depressão pós-parto não é muito simples e, por isso, nem sempre é feito da maneira correta. A frustração pode ser grande porque tudo foi preparado para receber o bebê em casa. A expectativa é grande, imagina-se que quando a criança chegar em casa, a alegria e a felicidade serão plenas.

Mas, a mãe passa a sentir algumas coisas difíceis de explicar. Vem uma sensação de impotência, uma tristeza profunda e um certo afastamento perante aquele serzinho tão esperado. Se estas sensações forem passageiras e desaparecerem em alguns dias, não há razões para maiores preocupações. Porque isso é comum.

Porém, se estes sentimentos permanecerem por mais tempo, podem ser sinais de um quadro depressivo em instalação.

Sintomas da depressão pós-parto

  • Tristeza constante;
  • Sentimento de culpa;
  • Falta de apetite;
  • Melancolia;
  • Pouco interesse pelo bebê;
  • Irritação;
  • Desinteresse por atividades como alimentar e trocar o bebê;
  • Apatia;
  • Falta de energia;
  • Desinteresse pelo marido;
  • Queda do desejo sexual;
  • Ansiedade;
  • Ataques de pânico.

Como a doença se instala

A tristeza que aparece na depressão pós-parto é fisiológica e costuma aparecer algumas semanas após o nascimento da criança. A mãe fica incapacitada e com muita dificuldade de realizar tarefas simples e, geralmente, não é compreendida pelos familiares. Às vezes, aparecem até mesmo julgamentos errados, como considerar que a mulher não é uma boa mãe.  

Durante a gravidez, o corpo da mulher é submetido a altas doses de hormônios, entre eles, o estrógeno e a progesterona que agem no sistema nervoso central. Eles são responsáveis por alterar os neurotransmissores que estabelecem a ligação entre os neurônios.

E após o parto – seja ele normal ou por meio da cirurgia cesareana -, o nível desses hormônios cai vertiginosamente. Esta é uma das causas da depressão pós-parto. Este aspecto pode estar aliado a outros problemas como insegurança, gravidez indesejada, entre outros.

É preciso ficar atento e observar se os sintomas foram se instalando de forma gradativa e ao longo de várias semanas. Se os sinais citados acima forem ficando piores a cada dia, é bem provável que está se desenvolvendo um quadro de depressão pós-parto.

Depressão pós-parto: O que levar em conta

Outro aspecto que deve ser avaliado com cuidado é quanto aos antecedentes da mulher. Se ela teve depressão após a chegada de um filho, existe a chance de ela vivenciar a mesma situação após uma nova gestação.

Infelizmente, a recorrência da depressão pós-parto é alta. E 30% das mulheres que tiveram depressão pós-parto correm o risco de desenvolver a doença também fora desse período.

Se você está passando por uma depressão pós-parto ou conhece alguém com o problema, não hesite em marcar uma consulta com a gente!

Deixe uma resposta

Fechar Menu