A esquizofrenia, embora seja mais comum do que imaginamos, ainda é um tema cercado de preconceito devido à falta de informação, estereótipos e distorções que, muitas vezes são criados inclusive pela mídia, gerando medo e preconceito nas pessoas. No decorrer da vida, uma em cada 100 pessoas tende a desenvolver a esquizofrenia. Ainda assim, este é um dos transtornos mentais mais estigmatizados e incompreendidos.

O que é esquizofrenia?

A esquizofrenia é um transtorno mental que atinge aproximadamente 1% da população em todo o mundo, predominando mais entre os homens. Trata-se de uma doença psiquiátrica que leva à perda do contato com a realidade e a ocorrência de delírios e alucinações. Isso tudo faz com que o paciente veja e ouça coisas que não existem, passando a restringir a vida pessoal e gerando dificuldade social e de relacionamento com outras pessoas.

Sintomas gerais

Os sintomas mais comuns na esquizofrenia apresentam alterações do pensamento, do comportamento, das emoções e da percepção sensorial. No início, os indicativos são esquisitices, afastamento social e familiar, isolamento, queda no rendimento laboral e escolar, ideias bizarras e de perseguição, delírios religiosos, alterações do sono e comportamento estranho.

  • Transtornos do pensamento:

Os transtornos do pensamento envolvem alucinações e delírios. A pessoa tem a sensação de que seus pensamentos são controlados por uma influência exterior e fora de seu controle. Os delírios podem levar a pessoa a se sentir perseguida ou com poderes especiais.

As alucinações podem ser visuais, auditivas ou combinadas e têm o poder de se tornarem reais. A pessoa vê, ouve e sente coisas que não estão ali.

Os distúrbios do pensamento também acontecem. A pessoa passa rapidamente de um pensamento para outro totalmente sem relação entre si, desorganizando e fragmentando o pensamento.

  • Alterações comportamentais:

Queda na iniciativa, dificuldades motoras e mudanças no comportamento social podem ser indícios da esquizofrenia. Em casos extremos, a pessoa pode ficar imóvel por longo período de tempo ou então, apresentar uma atividade motora sem controle ou objetivo.

A alteração do comportamento social acontece em conjunto com o isolamento. As pessoas que sofrem de esquizofrenia apresentam comportamento estranho e não seguem as regras sociais, podendo fazer gestos e expressões impróprias, inclusive gesticular. Podem falar sozinhas no meio da rua, por exemplo.

A esquizofrenia faz com que a pessoa negligencie os cuidados pessoais, não dando atenção aos seus pertences e descuidando da aparência e higiene. Isso leva a um afastamento ainda maior das pessoas à sua volta.

  • Ausência de emoções:

A doença também é caracterizada pela diminuição das emoções, tornando as pessoas indiferentes e apáticas. Elas evitam o contato do olhar e tem diminuídos os movimentos espontâneos e os gestos expressivos. Há uma perda da sensação de prazer e um vazio de emoções.

Tipos de esquizofrenia

  • Simples – revela mudanças na personalidade. A pessoa tende a ficar isolada e inibe o convívio social. Não dá atenção aos acontecimentos diários e se torna insensível aos afetos.
  • Paranóide: uma das mais comuns. Além do isolamento também presente neste tipo, a esquizofrenia paranóide ou paranóica gera problemas como falta de emoção, falas confusas e ideia de perseguição por outras pessoas ou até mesmo espíritos. 
  • Desorganizada: também chamada de “esquizofrenia hebefrênica”, caracteriza-se por um comportamento infantil, pensamentos desconexos e respostas emocionais incoerentes. 
  • Catatônica: apresenta quadro de apatia. O paciente fica na mesma posição por longos períodos e tem também a atividade motora reduzida. 
  • Residual: alterações no comportamento, emoções e convívio social, mas não com a mesma frequência que ocorre nos outros tipos de esquizofrenia. 
  • Indiferenciada: são pessoas que não se encaixam nos demais tipos da doença, mas que podem desenvolver características relativas a algum tipo.

A esquizofrenia pode ser curada?

A esquizofrenia não tem cura, mas os sintomas podem ser minimizados se diagnosticados em tempo. O tratamento pode preservar a afetividade, o humor e a cognição, impedindo que os sintomas mais graves ocorram, como os delírios e as alucinações.

Importante esclarecer que quem sofre de esquizofrenia não é necessariamente agressivo ou perigoso se receber o tratamento adequado. O tratamento com o médico psiquiatra e por meio da prescrição de medicamentos pode proporcionar ao paciente uma vida normal, reduzindo os episódios de recaídas e surtos.

Conclusão

O diagnóstico da esquizofrenia deve ser realizado por profissionais de Saúde Mental, como psiquiatra e o tratamento pode durar a vida toda. O uso de medicamentos antipsicóticos é indicado além do auxílio de psicoterapia e terapia ocupacional, garantindo o retorno às atividades normais e a retomada da rotina.

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