Conhecido por acometer mais os adolescentes e, principalmente as meninas, o transtorno alimentar, muitas vezes, não é reconhecido por quem sofre do mal, nem percebido pelos familiares até que atinja um estágio crítico.

É preciso estar atendo às alterações físicas e hábitos alimentares para que se perceba a existência do transtorno alimentar o mais cedo possível. Mas, como saber tratar-se mesmo de uma doença? Qual a hora de buscar ajuda profissional?

Para identificar ou não tudo isso, é preciso entender primeiro o que é, os tipos e a intensidade dos sintomas.

O que é transtorno alimentar?

Transtorno alimentar (TA), é um transtorno mental que se define por padrão de comportamentos alimentares desviantes que afetam negativamente a saúde física ou mental de um indivíduo, podendo causar consequências sérias e levar o paciente a morte.

 

Características do transtorno alimentar

Como já dissemos, é comum entre os jovens e, na maioria das vezes, está relacionado ao padrão de beleza imposto pela mídia e sociedade. As características de quem sofre de algum tipo de transtorno alimentar são:

  • Interesse acima do normal por atividade física;
  • Recusa ou ingestão de grande quantidade de alimentos, seguido de vômitos provocados;
  • Interrupção da menstruação;
  • Uso de laxantes para perder peso;
  • Preocupação exagerada com alimentação saudável;
  • Obsessão pelo “assunto comida” (pouco ou muita) durante grande parte do dia;
  • Compulsão pelo controle de calorias e valores nutricionais dos alimentos.

Mas fique atento ao observar essas características citadas. Elas podem aparecer de forma isolada, associadas e estarem presentes em maior ou menor grau. Transtornos alimentares mais comuns:

Anorexia

Conhecido devido sua divulgação na mídia e por levar muitas jovens à morte, o assunto virou tema de filmes e novelas no intuito de esclarecer a população, principalmente pais de adolescentes que sofrem com este transtorno. O filme O Mínimo para Viver” (To The Bone), disponível no Netflix, aborda este tema e pode ajudar a identificar a doença.

Pessoas que sofrem de anorexia tendem a ter uma visão distorcida de seu corpo, imaginando ter mais peso do que realmente apresentam, muitas vezes estando inclusive bastante abaixo do peso ideal.

A rotina de quem sofre de anorexia inclui a prática exagerada de exercícios físicos e a ingestão indevida de laxantes e diuréticos. Entre os sintomas, estão peso corporal muito baixo, restrição alimentar, preocupação em não ganhar peso, suspensão da menstruação, gastrite, alterações na pele e anemia.

Bulimia

Ao contrário da anorexia, a bulimia é caracterizada por comer em grande quantidade. Após a ingestão exagerada de alimentos a pessoa força o vômito, faz uso de laxantes, diuréticos, jejum e exercícios físicos em excesso.

A diferença entre a bulimia e a anorexia está no fato de que muitas pessoas que sofrem de bulimia conseguem preservar peso saudável de acordo com o índice de massa corporal, além de apresentarem episódios de binge alimentar. Vergonha é um dos sentimentos do bulímico e, por esse motivo, ele costuma fazer tudo em segredo.

Os sintomas mais comuns incluem dor de garganta, problemas nas glândulas salivares, erosão do esmalte dos dentes provocada por seguidos vômitos, gastrite, mau hálito, problemas intestinais devido ao uso abusivo de laxantes e sangramento retal.

Compulsão alimentar

Um dos transtornos mais comuns, a compulsão alimentar faz com que a pessoa perca o controle sobre o consumo dos alimentos. Diferentemente de quem sofre de anorexia ou bulimia, pessoas compulsivas não compensam essa ingestão exagerada com jejum, vômitos, uso de laxantes ou exercícios físicos.

Geralmente apresentam sobrepeso ou são obesos e têm maior risco de desenvolver doenças cardiovasculares e pressão alta.

Sinais de Alerta

  • Emagrecimento
  • Cuidado e controle excessivos com a alimentação
  • Desculpas para não comer sozinha
  • Isolamento, alterações de humor e agressividade
  • Excesso de exercício físico
  • Vômitos e uso de laxantes
  • Atitude demasiado crítica quanto à sua imagem
  • Perda de apetite
  • Restrição alimentar

 

Como é o tratamento

 Devido à sua complexidade e gravidade, todos merecem atenção e cuidados especiais.  O tratamento deve ser multidisciplinar, com acompanhamento médico, nutricional e psicológico, para que se possa alcançar um peso mais saudável, diminuir a influência dos fatores psicológicos mantenedores desse comportamento. Em casos graves, onde existe o risco de vida, pode ser necessária hospitalização ou o tratamento intensivo em hospital dia.

Alguns fármacos são utilizados no tratamento, de acordo com os sintomas apresentados pelo paciente e as comorbidades associadas..

O apoio e participação da família para encontrar o tratamento e a cura são fundamentais.

Se este artigo lhe ajudou a identificar melhor os casos de transtornos alimentares, continue acompanhando nosso blog e fique por dentro de outros assuntos interessantes.

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