O autismo é um distúrbio do neurodesenvolvimento que afeta cerca de 1 a 2% da população, caracterizado por comprometimento da interação social, comunicação verbal e não-verbal e comportamento restrito e repetitivos, devendo iniciar antes dos 3 anos de idade. Atualmente estamos observando um aumento do diagnóstico de autismo.

O Autismo está relacionado a condições ambientais como prematuridade (abaixo de 35 semanas), baixo peso ao nascer (abaixo de 2.500 g) e idade materna/paterna ao conceber um filho acima de 40 anos, além de fatores de natureza genética e história familiar de transtornos do espectro autista.

 

Características do autismo na infância

O diagnóstico de autismo é baseado nos seguintes pontos:

1 Deficiências persistentes na interação social

A criança parece viver em um mundo próprio e tem comprometimento da interação com familiares e pares. Apresenta limitação em iniciar, manter e entender relacionamentos, variando de dificuldades com adaptação de comportamento para se ajustar às diversas situações sociais ao total isolamento;

2 Deficiências persistente da comunicação

Há desde a ausência de linguagem até dificuldade de entender as sutilezas da comunicação não verbal. A criança pode falar mas não consegue estabelecer uma comunicação eficiente, tendo um discurso mecânico. Apresenta dificuldade no domínio da linguagem e no uso da imaginação para lidar com jogos simbólicos.

3 Comportamento repetitivo e restrito

Dentro destas características, crianças autistas podem ser dividas em três grupos com diferentes graus da deficiência: leve, moderado e grave.

 

Como os pais devem lidar com crianças autistas?

Quando os pais suspeitarem que seu filho possa ser portador do autismo, é fundamental consultar um psiquiatra infantil.  

Não existe cura para o autismo. Intervenções precoces em deficiências comportamentais, cognitivas ou da fala podem ajudar as crianças com autismo a ganhar autonomia e habilidades sociais e de comunicação.

Cabe aos pais incentivar atividades que desenvolvam as habilidades que se destacam no filho autista. Assim ele se sentirá bem e mais confiante em si mesmo. Já ao psiquiatra cabe tratar a criança, orientando a família sobre o diagnóstico e criando um ambiente propício ao desenvolvimento da criança.

 

Autismo: Tratamentos mais adequados

Como já dissemos, existem formas de tratamento que melhoram as condições de vida do autista. A educação infantil pode ocorrer em escolas que possam oferecer uma dedicação mais individualizada, adaptando o conteúdo para as habilidades da criança.

A psicoterapia, pode auxiliar no desenvolvimento das habilidades sociais e prestar apoio aos familiares.

O tratamento com medicamentos também pode auxiliar no controle dos sintomas em alguns momentos, Mas paralelamente a tudo isso, é fundamental que a criança autista, como qualquer outra, receba amor, respeito e dedicação.

Se você suspeita do comportamento do seu filho, consulte um psiquiatra para lhe orientar agora mesmo.

 

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