Repentinamente, você é invadido pela ansiedade, medo e sensação de que vai morrer. Esse sentimento surge sem nenhum motivo aparente e leva alguns minutos. Esse pode ser um dos sintomas da Síndrome do Pânico, um transtorno que, infelizmente, vem crescendo bastante entre a população.

Entenda, lendo este artigo, um pouco mais sobre a Síndrome do Pânico, seus sintomas, tratamento e por que ela é tão incapacitante.

O que é Síndrome do Pânico?

A síndrome, ou transtorno do pânico, se caracteriza por crises recorrentes e repentinas que envolvem sensação de medo, ansiedade e mal estar. Estes episódios podem vir acompanhados de sintomas físicos e cognitivos e costumam durar de alguns minutos a algumas horas.

Justamente por acontecerem sem nenhum motivo aparente, as crises de pânicos geram ainda mais preocupação para quem sofre do transtorno. O medo de viver um episódio, a qualquer momento, costuma agravar ainda mais o quadro da doença.

Este medo e insegurança podem deixar as pessoas incapacitadas de realizar suas tarefas do dia a dia. Muitas, inclusive, deixam de ir à escola, ao trabalho ou compromissos sociais. A insegurança para dirigir também é bem frequente. Os pacientes têm um medo de passar mal em público e não ter ajuda, o que faz com que se isolem em casa, restringindo suas atividades.

Síndrome do pânico: Quando tudo começa?

A síndrome do pânico, em grande parte dos casos, inicia-se no fim da adolescência e início da fase adulta, segundo o National Institute of Mental Health, e atinge mais mulheres do que homens.

Vale ressaltar que, o fato de alguém ter sofrido ou sofrer de ataques de pânico não significa que, obrigatoriamente, irá desenvolver a síndrome do pânico.

 

Quanto tempo dura um ataque e a síndrome do pânico?

O ataque de pânico, geralmente, dura entre 10 e 30 minutos. Algumas pessoas, mesmo depois de passado o episódio, ainda continuam com o coração acelerado, confusão e dificuldade de concentração por algumas horas. Muitas acabam desenvolvendo depressão por conta dos ataques.

Após a primeira crise, é comum que outras ocorram, podendo chegar a varias crises por semana. Nesses casos, já é possível considerar a existência da síndrome o modo de vida da pessoa que sofre com o transtorno.

Causas da síndrome do pânico

As causas da síndrome do pânico ainda são objeto de estudo, uma vez que não existe um padrão entre os pacientes que sofrem com o transtorno. As possíveis causas são uma perturbação no sistema fisiológico em partes do cérebro responsáveis por regular a normalidade da ansiedade e do medo.

O fator comportamental, com a combinação de medo, ansiedade e sensibilidade à catástrofe também podem levar ao ataque de pânico.

Há também a teoria psicanalítica, que acredita que o ataque e a síndrome do pânico vêm em decorrência de processos mentais reprimidos ou inconscientes que são deslocados para outro foco, e que, em dado momento, acabam por vir à tona.

Pesquisas também são realizadas na busca em conhecer como o estresse e fatores ambientais podem desencadear a síndrome.

Sintomas da síndrome do pânico

A síndrome do pânico é caracterizada muito mais por sensações e emoções do que por sintomas físicos. Quem sofre com a síndrome costuma apresentar:

  • Ataque de ansiedade e medo repentino e esmagadores;
  • Sensação de estar fora de controle;
  • Sensação de morte iminente;
  • Medo de morrer;
  • Batimentos cardíacos acelerados;
  • Calafrios;
  • Dificuldade respiratória;
  • Tonturas;
  • Dor no peito ou estômago;
  • Preocupação constante de quando ocorrerá o próximo ataque.;
  • Afastamento de locais onde já aconteceram outros ataques.

Como tratar a Síndrome do Pânico

Ao perceber que os ataques de pânico vêm se tornando frequentes, o ideal é procurar por auxílio médico.

Diante da avaliação dos sintomas, o médico fará uma investigação a respeito dos históricos de saúde e familiar, para certificar-se das causas e, a partir daí, sugerir o tratamento mais adequado.

A síndrome do pânico geralmente é tratada com a combinação de medicamentos e psicoterapia, ambos direcionados por um psiquiatra.

Na psicoterapia, um dos método mais utilizado é a terapia cognitivo  comportamental, onde são tratadas a forma de pensar, de reagir e de se comportar. Aprendendo a reagir aos ataques, eles poderão diminuir gradualmente.

Já a medicação, geralmente está baseada em antidepressivos e ansiolíticos. Vale lembrar que toda medicação deve ser prescrita por um psiquiatra.

Atividade física regular, boas horas de sono, dieta balanceada e convívio familiar também ajudam na sensação de bem-estar e controle da ansiedade, contribuindo para a diminuição dos ataques de pânico.

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